BRASIL E COREIA DO SUL ASSINAM ACORDOS BILATERAIS EM CINCO ÁREAS

24/04/2015

Filipe MatosoDo G1, em BrasíliaPresidentes dos dois países se reuniram nesta sexta feira dia 24 de abril em Brasília, a parceria envolve setores de Educação, Energia, Tibutação, Saúde e TI.

 

Os governos do Brasil e da Coreia do Sul assinaram nesta sexta-feira (24), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, dez acordos nas áreas de tributação, tecnologia da informação, energia, educação e saúde. A cerimônia foi acompanhada pela presidente brasileira Dilma Rousseff  e pela presidente coreana Park Geun-hye.

A assinatura dos atos ocorreu após reunião privada entre as duas chefes de Estado. Geun-hye desembarcou na América Latina na semana passada. Ela tem feito uma série de visitas oficiais a países da região, como Colômbia e Chile, além do Brasil.

Entre os atos assinados nesta sexta estão os que preveem o fim da dupla tributação de quem declarar bens nos dois países; compartilhamento de experiências e políticas na área de tecnologia e inovação; e criação do Programa de Cooperação em Tecnologia da Informação Brasil-Coreia.

Outros acordos também vão prever cooperação para desenvolver internet 5G; “fortalecimento” do comércio e dos investimentos bilaterais destinados a micro e pequenas empresas; e  desenvolvimento de políticas voltadas para a gestão da saúde pública.

Os demais atos assinados vão prever cooperação na redução do uso de papel nas transações comerciais entre os países; desenvolvimento de atividades conjuntas voltadas para o emprego; troca de dados relacionados à energia nuclear; e cooperação entre a mineradora brasileira Vale e a empresa sul-coreana Eximbank.

De acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência, os atos assinados nesta sexta envolvem, entre outros ministros, Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Arthur Chioro (Saúde), Ricardo Berzoini (Comunicações) e Manoel Dias (Trabalho).

Visita a Brasília
A presidente sul-coreana foi recebida nesta manhã por Dilma na rampa do Palácio do Planalto, onde soldados do batalhão dos Dragões da Independência estavam posicionados. Enquanto a chefe de Estado da Coreia do Sul subia a rampa, o Batalhão da Guarda Presidencial executava músicas e os hinos dos dois países. Por se tratar de visita de Estado – a mais importante na diplomacia –, ela foi levada ao Parlatório, onde assitiu ao desfile da cavalaria.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a Coreia do Sul investiu US$ 3 bilhões no Brasil no ano passado, fazendo com que o país asiático ocupasse o posto de sétimo maior parceiro comercial do Brasil no mundo.

'Admiração'
Após a assinatura dos atos, a presidente Dilma disse ter transmitido à colega sul-coreana a “admiração” do povo brasileiro aos “extraordinários” avanços alcançados pelo país asiático na área da educação. Segundo Dilma, o país se tornou referência mundial na produção do conhecimento, em razão dos “excelentes” centros de estudo e pesquisa.

À delegação sul-coreanda, formada por empresários e diplomatas, Dilma ressaltou que a Coreia foi o primeiro país asiático a receber bolsistas do programa Ciência Sem Fronteiras e enfatizou que as empresas do país que têm recebido esses estudantes em vagas de estágio são “importantes” para o Brasil e “fundamentais” para a formação acadêmica desses bolsistas.

“A educação tem no Brasil cada vez mais papel estratégico para assegurar a sustentabilidade do esforço de inclusão social e combate à pobreza ocorrido nos últimos anos. É por meio da educação também que estamos formando cientistas, pesquisadores e técnicos para que o Brasil consolide sua entrada na economia do conhecimento”, declarou a presidente.

Coreia do Norte
Segundo Dilma, o Brasil transmitiu à Coreia do Sul os votos para que as conversas com a Coreia do Norte sejam retomadas “o quanto antes”.

“O Brasil tem posição clara quanto à não-militarização nuclear da província coreana. E nós, que mantemos embaixadas em Seul e Pyongyang, estamos dispostos a colaborar não só com o processo de paz na região, mas também em defesa dos direitos humanos”, acrescentou.