Aterro sanitário de Araçatuba trabalha com a capacidade máxima

13/12/2014 19h35 - Atualizado em 13/12/2014 20h05

Há 15 anos, cidade tem único aterro que recebe lixo de mais de 30 bairros.

Capacidade do aterro está quase esgotada e 90% do espaço utilizado.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba

A prefeitura de Araçatuba (SP) não tem mais onde pôr o lixo da cidade. A medida encontrada foi abrir mais um buraco entre duas valas já existentes, no mesmo aterro de sempre. O Executivo tinha a intenção de terceirizar o serviço de depósito de resíduos para uma empresa privada, que queria abrir um aterro capaz de receber lixo de mais 20 municípios. A Câmara de Araçatuba acabou barrando a instalação.

Os caminhões ainda trabalham, mas a capacidade do aterro já está quase esgotada e 90% do espaço já foram ocupados por lixo. Para prolongar a vida útil do lugar, a prefeitura de Araçatuba abriu licitação para contratar uma empresa que deve ampliar a capacidade para mais dois anos e meio. A obra tem um custo de R$ 1,3 milhão. “Temos que fazer uma escavação, trocar tubulação, impermeabilizar a base, deixar tudo preparado para que o aterro funcione”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Jorge Hector Rozas.

 

Há 15 anos, a cidade tem um único aterro sanitário que recebe diariamente lixo de mais de 30 bairros. Cada morador produz por dia um quilo de lixo, são mais de cinco mil toneladas que chegam todos os meses no aterro. Desse total, apenas 3% de todo esse resíduo passa pelo processo de reciclagem.

Ao todo, 30 pessoas fazem parte da cooperativa e tudo é separado em esteiras, armazenado e vendido. A consultora ambiental Adriana de Castro explica que aumentar a capacidade da cooperativa significa reduzir o volume de lixo descartado no aterro. “Em média, 40% do volume de lixo domiciliar é potencialmente reciclável”, diz.

Há dois anos, uma empresa mostrou interesse em instalar um centro de gerenciamento de resíduos, o que ainda está sendo estudado pela Cetesb, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. O plano municipal de resíduos sólidos, que faz parte de uma lei federal, deve ser colocado em prática no ano que vem. Entre as propostas está a instalação de novos ecopontos. “O plano veio num momento importante. Virá com a função de reduzir o resíduo gerado e poder aumentar a reciclagem”, afirma Adriana. O chamado Plano de Resíduos Sólidos é uma exigência para todas as cidades brasileiras. Depois de várias prorrogações, o prazo final para que os municípios apresentassem o projeto já venceu.