Ameaça de greve na Gol em Congonhas

23/02/2014 21:26

Paralisação será discutida nesta terça-feira, em assembleia e pode atingir a época do Carnaval

DIÁRIO DE S.PAULO
 

Aeroviários que trabalham no Aeroporto de Guarulhos fecharam a negociação

Depois dos protestos promovidos por aeroviários no Aeroporto Internacional de Guarulhos desde o início do ano, agora são os funcionários da Gol,  do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de  São Paulo,  que ameaçam cruzar os braços. E a paralisação poderá ocorrer durante as festas de Carnaval.

A possibilidade vai ser discutida nesta terça, na sede do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo. Outro assunto que será debatido em assembleia é a manutenção da chamada operação padrão do funcionários da empresa em Congonhas, que se arrasta há 13 dias.

De acordo o sindicato, o motivo do protesto está relacionado à recusa da proposta feita pelo sindicato patronal sobre os adicionais de periculosidade e insalubridade. 

Em nota divulgada à imprensa, Reginaldo Alves de Souza, o Mandú, presidente do Sindicato dos Aeroviários, defendeu uma proposta que se aproxime do valor negociado com os funcionários da Gol no aeroporto de Cumbica.

“Em negociação com o sindicato, a Gol propôs o pagamento de 27 meses de adicional de periculosidade, que corresponde a dois anos e três meses para todos os funcionários dos aeroportos de Congonhas, Viracopos, em Campinas, e de Presidente Prudente. No entanto, esta proposta é muito diferente daquela feita para a categoria que atua no Aeroporto de Guarulhos, que vai receber o  correspondente  a quatro anos e dois meses de adicional”, explicou Mandú.

A direção do sindicato afirma ainda que há um clima de insatisfação e indignação por parte dos funcionários da empresa em Congonhas. Eles alegam estar sendo lesados nos seus direitos trabalhistas.

“Por este motivo, os aeroviários da Gol que trabalham em Congonhas estão firmes em suas reivindicações e pedem ao menos  60 meses  de retroatividade. Caso contrário, a possibilidade de paralisação a partir do fim de semana é real”, ressaltou Mandú.

Cumbica/ A proposta, aceita por funcionários da Gol em Guarulhos no início  do mês, prevê, entre outros conquistas, 30 % de adicional de periculosidade e mais 50 meses de retroatividade. Ela foi obtida após protestos e paralisações realizados nos terminais de embarque e desembarque da companhia.