A paralisação está programada para esta terça e será suspensa a partir de quarta (24).


Trabalhadores das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) realizam nesta terça-feira (23) uma paralisação do serviço comercial da empresa. Lojas, parte da administração e manutenções programadas foram suspensas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica do Sul do Estado de Santa Catarina (Sintresc). Os serviços de emergência estão mantidos.

Segundo o presidente do Sintresc, Henri Machado Claudino, equipes estão preparadas para atender caso haja rompimentos de cabos e falta de energia, por exemplo, ou qualquer outra emergência. A paralisação está programada para esta terça e será suspensa a partir de quarta (24).

Até a publicação desta reportagem, não havia números precisos sobre a adesão. Porém, o presidente do Sintresc afirmou que o índice é alto e que a maioria das lojas da Celesc no estado deve estar fechada.

A Celesc pediu a compreensão dos consumidores pelo dia atípico. O diretor de gestão corporativa da empresa, André Luiz Bazzo, afirmou que foi reforçado o atendimento via telefone. Para falar com o comercial da Celesc, pode-se ligar para o número 0800-480120. 

Reivindicações

Nesta terça ocorre a última rodada de negociação entre sindicato e empresa. O presidente do Sintresc explicou que os principais itens são o fechamento do índice de reajuste e a reposição de pessoal. "Não há contratações em número suficiente para mantermos a qualidade do serviço". Segundo ele, há sobrecarga de trabalho e não há como atingir as metas da empresa.

Foi oferecido 6,75% de reajuste na última rodada de negociações ocorrida na sexta (19), informou o diretor de gestão corporativa da Celesc. André Luiz Bazzo acredita que "com a boa intenção de cada lado" possa haver um acordo.

Houve quatro rodadas de negociação entre sindicato e empresa. A última está marcada para 12h30 desta terça. Após o final da sessão, a proposta final será entregue ao sindicato. Na quinta (25), ela será votada em assembleia dos trabalhadores. O presidente do Sintresc também acredita em acordo.



Fonte: G1 - 23/09/2014