A paralisação atinge parte de 12 cidades da região.

Cerca de 200 funcionários dos Correios paralisaram os serviços na região de Ribeirão Preto (SP), nesta quinta-feira (13), segundo o sindicato da categoria. A distribuição de cartas e encomendas foi reduzida e deve ser normalizada na sexta-feira (14). Os trabalhadores reivindicam pagamento da participação nos lucros da empresa, contratação de novos funcionários e alteração no horário de serviço, devido ao calor.

A assessoria de imprensa dos Correios informou que a paralisação atinge apenas parte de 12 cidades da região. Uma assembleia deve ser realizada para discutir as reivindicações, ainda sem data definida.

 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios (Sintect), em Ribeirão Preto, a paralisação de 24 horas atingiu 100 dos 350 funcionários que prestam serviço em quatro agências e sete centros de distribuição. Na região, a paralisação atinge cidades médias como AraraquaraBebedouro e Barretos.

A presidente do sindicato, Fernanda Romano, informou que aguarda reunião com a empresa para apresentar as reivindicações. “Se não conseguirmos, realizaremos uma paralisação maior no começo de dezembro”, disse. Os funcionários reivindicam cumprimento de acordo coletivo que inclui reajuste salarial de 30% para carteiros motorizados, devido à periculosidade, além do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

“Era para termos recebido em maio e até agora não pagaram”, afirmou a presidente do sindicato. Os trabalhadores reclamam também do plano de saúde, que, segundo eles, está sucateado, e da quantidade de funcionários. “O último concurso para contratar novos carteiros foi em 2011 e atualmente a falta de funcionários é muito grande”, explicou.

Calor
As altas temperaturas também estão entre as reclamações dos carteiros e o sindicato pede alteração no turno de trabalho em dias de forte calor. “Nós já temos uma decisão do Ministério do Trabalho de Ribeirão que proíbe a saída do carteiro das 12h às 16h, quando a temperatura for acima dos 30ºC e a umidade abaixo de 20, mas ela não corresponde ao que pedimos e a empresa sofre com a falta de funcionários e acaba fazendo o trabalhador sair duas vezes para a rua, de manhã, e retorna à tarde, depois das 16h, é um desgaste físico muito grande”, comentou Fernanda.

Correios
Em nota, a assessoria de imprensa dos Correios informou que a paralisação atinge apenas parte de 12 cidades da região e que 93% do efetivo da empresa está trabalhando, todas as agências estão abertas e o serviço de entrega de carta e encomendas está normal.

Ainda segundo a empresa, os trabalhadores dos Correios que realizam distribuição ou coleta de cartas e encomendas, mesmo os motorizados, já recebem adicional de 30% do salário base.

Sobre o pagamento da PLR, os Correios informaram que a empresa busca acordo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e uma nova reunião sobre o assunto está marcada para o dia 19 de novembro.

A empresa informou também que a alteração no horário de trabalho foi definida em decisão judicial e que os Correios cumprem a determinação integralmente, baseada em acordo coletivo.

Em relação a melhorias nos planos de saúde, a assessoria de imprensa informou que os Correios investiram mais de R$ 1 bilhão na assistência médica para empregados e dependentes e que a gestão do plano de saúde foi modernizada com a criação do ‘Postal Saúde’.